Bem Vindo ao NVEH!

Definida, sinteticamente, como “Informação para a ação”, a vigilância epidemiológica (VE) é um dos pilares da saúde pública, já que representa mecanismos pelo qual dados referentes à ocorrência de doenças podem ser monitorados de modo contínuo na comunidade.

Desempenha, portanto, um elemento essencial de proteção coletiva, facilmente visualizado quando se pensa em doenças emergentes que constituem ameaça sanitária internacional, à luz do Regulamento Sanitário Internacional revisado em 2005 (RSI),como SARS, Influenza aviária, Ebola e a atual pandemia de Influenza A H1N1. Nestes eventos, a manutenção de sistema ágil de VE representa a única garantia de detecção precoce da introdução dessas doenças numa área, condição indispensável para a rápida tomada de medidas de controle.

Todavia, não é necessário invocar a possibilidade de catástrofes sanitárias para medir a relevância da VE. Ela se faz presente no cotidiano dos serviços de saúde, auxiliando na prevenção de eventos menos assustadores, embora também críticos. Basta lembrar a importância de detecção precoce de casos de doenças de grande potencial epidêmico, cuja transmissão encontra-se interrompida em nosso meio – tais como sarampo e poliomielite – , mas que podem retornar a qualquer momento em virtude da sua existência em outras áreas do mundo e do grande movimento internacional de passageiros. Ou ainda de situações mais freqüentes no dia-a-dia da saúde pública, como o estabelecimento de bloqueios rápidos à transmissão de doença meningocócica, dengue, febre amarela e um sem número de condições potencialmente graves.

Na qualidade de sistema, a VE compreende diferentes fases, merecendo destaque a entrada de dados, análise, tomada de decisões e retroalimentação. O Núcleos Hospitalares de Epidemiologia (NHE) entram no sistema de vigilância epidemiológica com a função de participar de todas essas fases. Considerando que a maioria das doenças de notificação compulsória (DNC), especialmente as mais graves, são diagnosticadas nos hospitais, os NHE representam papel preponderante no sistema de vigilância.

O NHE do Hospital das Clínicas da FMRP, considerado nível III – o nível mais alto de complexidade – pelo Subsistema Nacional de Vigilância Epidemiológica em Âmbito Hospitalar, desenvolve essas quatro fases principais: notifica as DNC, preza pela qualidade das informações coletadas e as digita no sistema de informação (SINAN – Sistema de Informação de Agravos de Notificação) analisa os dados referentes a essas DNC em Ribeirão Preto e região, tanto com enfoque para qualidade dos dados quanto ao perfil epidemiológico dos casos; toma decisões, sobretudo baseado em evidências, tanto às condutas profiláticas quanto às medidas de controle de eventos já estabelecidos; finalmente, edita o Informe Epidemiológico de Ribeirão Preto, periódico trimestral que sintetiza as principais informações analisadas pelo NHE, completando o círculo, ou seja, retroalimentado com informações aos responsáveis pela assistência aos doentes.